Opa! Aqui é o Quezada.
Essa semana eu quis revisitar uma pergunta que aparece o tempo todo nas minhas conversas com líderes, amigos e alunos: como equilibrar vida pessoal e profissional sem viver com a sensação de culpa? Culpa de não estar entregando o suficiente no trabalho, de não estar presente o bastante com a família, de não cuidar como deveria de si mesmo.
Foi desse incômodo que nasceu o novo artigo que publiquei no site, inspirado no capítulo 11 do livro Indistraível, do Nir Eyal, que acabei de concluir a leitura e super recomendo. Esse capítulo fala justamente sobre a importância de colocar na agenda o que realmente importa: relacionamentos, descanso, lazer, tempo consigo mesmo. Não como “sobras do dia”, mas como blocos protegidos, com o mesmo respeito que damos a uma reunião importante.
No fundo, a grande virada de chave não é “como fazer mais”, mas como viver melhor com o tempo que a gente tem.
O artigo da semana: Como equilibrar vida pessoal e profissional
O novo artigo gira em torno de uma ideia simples, mas incômoda:
a agenda é o retrato mais honesto dos nossos valores.
A gente diz que família é prioridade, que saúde importa, que os amigos são essenciais… mas quando olha para o calendário, o que aparece é outra coisa: reuniões, prazos, calls, entregas, notificações e quase nenhum espaço intencional para quem a gente ama ou para cuidar de si.
No texto, eu aprofundo vários pontos, entre eles:
- Como a tecnologia encurtou a distância entre “estar disponível” e “estar esgotado”.
- A metáfora dos três círculos do Nir Eyal: no centro, você; depois, seus relacionamentos; só então, o trabalho, e como o mundo moderno insiste em inverter essa ordem.
- A diferença entre ter uma agenda lotada de tarefas e ter uma agenda carregada de sentido.
- O papel da ciência ao mostrar que equilíbrio não é “trabalhar menos”, mas alinhar o uso do tempo com aquilo que você valoriza de verdade.
Mais do que um texto sobre produtividade, esse artigo é um convite para olhar para a própria semana com mais honestidade e menos autoengano.
Se você sente que está sempre devendo: para o trabalho, para a família ou para você mesmo, esse artigo foi escrito pensando em você.
👉 Quando terminar de ler a newsletter, vale muito a pena mergulhar no artigo completo.
📘 Indistraível: um livro que mexe com a forma como você enxerga o tempo
Terminar de ler o livro Indistraível foi quase como colocar óculos novos para enxergar minha própria rotina.
Nir Eyal não fala apenas de distrações digitais; ele fala de intenção.
A provocação é direta: não é falta de ferramenta, é falta de clareza. O problema não é ter muito para fazer, é viver reagindo – aos e-mails, às urgências dos outros, às notificações que pulam na tela – sem decidir antes o que realmente merece um lugar protegido na agenda.
O ponto que mais me marcou (e que aparece no artigo) é a ideia de que:
“Se algo é importante, precisa estar na agenda.
Caso contrário, é apenas um desejo.”
Esse conceito é simples, mas muda tudo. Não é sobre romantizar o equilíbrio, é sobre provar na prática que algo é prioridade, dando a isso tempo real, e não só discurso.
Por isso, deixo registrado aqui:
📚 Leitura concluída e super recomendada.
Se você está em guerra constante com distrações, urgências e a sensação de estar sempre “atrasado para a própria vida”, esse livro merece entrar no seu radar.
✍️ O que os meus journaling da semana me lembraram
Enquanto escrevia o artigo e finalizava a leitura de Indistraível, os meus journaling dessa semana foram trazendo alguns lembretes importantes.
Num dos dias, a frase que guiou a reflexão foi algo como: “Tá pesado, mas vai passar.”
Foi um lembrete de que existem fases mais densas, sim, com mais demandas, mais pressão, mais incerteza. Mas isso não significa que a vida esteja “dando errado”. Significa apenas que estamos atravessando um trecho de subida. E subida não é sinal de fracasso, é sinal de construção. A questão é não se perder de si mesmo no meio disso.
Em outro dia, o foco foi relacionamentos.
Percebi o quanto é fácil deixar as relações escorregarem para o automático: “depois eu ligo”, “qualquer dia a gente marca”, “no fim de semana eu vejo isso”. Só que “depois” raramente chega sozinho. Se a gente não colocar as pessoas importantes dentro da agenda, elas acabam ficando só dentro da intenção. E intenção não abraça, não escuta, não partilha a vida, quem faz isso é presença.
E, por fim, veio um lembrete que virou quase um tapa carinhoso:
“Pare de levar tudo tão a sério. Ninguém sai vivo desse jogo.”
Essa frase me fez rir e, ao mesmo tempo, respirar fundo. A vida é séria o bastante para merecer responsabilidade, mas curta o suficiente para não merecer tanta rigidez. Quando a gente relaxa um pouco o peso das expectativas e se permite viver o processo com mais leveza, algo encaixa por dentro. O trabalho continua existindo, os desafios também, mas o coração fica menos engessado.
No fundo, esses journaling convergiram para a mesma mensagem do artigo:
equilíbrio não é controlar tudo, é escolher com mais consciência onde você coloca seu tempo, sua atenção e seu afeto.
Novidades do Protocolo Semana Produtiva 🎥
E já que estamos falando de tempo, foco e intenção, deixa eu compartilhar uma novidade importante por aqui:
👉 as aulas do Protocolo Semana Produtiva já foram todas gravadas.
Agora estou na fase de edição, lapidando, ajustando detalhes, organizando o conteúdo para que a experiência seja realmente prática, leve e aplicável no dia a dia.
A ideia do Protocolo é te ajudar a:
- desenhar semanas mais intencionais,
- sair do piloto automático,
- e transformar produtividade em algo sustentável, não em mais uma fonte de cobrança.
Assim que eu avançar mais nessa etapa de edição, trago datas, bastidores e próximos passos. Mas já posso dizer: está ficando muito especial.
Para fechar: quem realmente está na sua agenda?
Quero encerrar essa newsletter com uma pergunta simples, mas poderosa e que está no coração tanto do artigo quanto dos meus journaling dessa semana:
As pessoas e coisas que você mais ama estão realmente na sua agenda ou só nos seus pensamentos?
Se a resposta te incomodar, não é motivo para culpa.
É um convite para reorganizar.
Equilibrar vida pessoal e profissional não é chegar a um ponto perfeito de estabilidade, é ajustar a rota o tempo todo, com mais verdade e menos autopunição. É lembrar que sucesso sem saúde vira derrota disfarçada, e que produtividade sem relações profundas vira só desempenho solitário.
Se quiser se aprofundar nesse tema, te convido a ler o artigo completo sobre como equilibrar vida pessoal e profissional que acabei de publicar. Lá eu entro nos estudos, nas pesquisas, nas metáforas e, principalmente, em atitudes práticas que você pode aplicar já na próxima semana.
Nos vemos lá no artigo e, claro, na próxima edição da Newsletter Simplifique (Make it simple).
Abraços e TMJ 👊🏻
Quezada




