Desde o início da minha trajetória profissional, tanto em equipes de tecnologia quanto em ambientes multidisciplinares, testemunhei de perto o impacto de um retorno honesto, claro e respeitoso. Sempre acreditei que um diálogo aberto pode desbloquear potencial, fortalecer os laços entre colegas e colaborar para um ambiente mais harmonioso.
Por aqui, busco orientar profissionais rumo a uma comunicação mais eficiente, que realmente encoraje melhoria contínua e confiança mútua. Nesta jornada, o conceito de feedback ultrapassou a barreira do simples comentário e se tornou ferramenta estratégica de crescimento e equilíbrio.
O que é feedback e por que ele importa tanto?
Quando paramos para pensar sobre devolutivas profissionais, já percebemos que pouca gente se sente genuinamente confortável tanto em dar quanto em receber. Eu já passei por situações em que sentia frio na barriga só de imaginar um retorno sobre meu desempenho. Porém, feedback é muito mais do que um veredito sobre algo feito: é uma via de mão dupla, que alimenta desenvolvimento, confiança e evolução no ambiente profissional.
Devolutivas sólidas são pontes entre performance e aprendizado.
No Brasil, a cultura de feedback ainda enfrenta desafios. Segundo um estudo recente, 26% dos trabalhadores não recebem nenhum tipo de retorno formal, 19% sentem que os processos poderiam ser melhor estruturados e 11% revelam sentir ansiedade ao abordar o tema. Ou seja: há muito espaço para aprimorar!
Quando praticado da maneira correta, o feedback se torna combustível para a motivação, o aprimoramento das relações e o equilíbrio emocional, tanto de quem recebe quanto de quem oferece.
Os principais benefícios das devolutivas bem feitas
- Apoiam o crescimento individual ao indicar pontos de ajuste e reconhecer acertos
- Promovem um clima de confiança, onde falhas são vistas como oportunidades
- Reduzem conflitos e ruídos de comunicação
- Facilitam alinhamento de expectativas entre líderes e equipes
- Contribuem para retenção de talentos e evolução conjunta
No que observo como mentor e facilitador, feedback alimentam o aprendizado, a inovação e a construção de times mais engajados, prontos para enfrentar desafios maiores. Na minha visão, compartilhar devolutivas deveria ser algo corriqueiro, tão natural como desejar um bom dia ao colega.
7 passos práticos para transformar sua comunicação
Depois de muitos anos acompanhando equipes e líderes, elaborei uma metodologia clara, fundamentada em vivências reais, para quem deseja evoluir seus retornos profissionais. Veja agora os sete passos fundamentais para tornar suas devolutivas mais efetivas e, de verdade, promover o crescimento no trabalho:
- Compreenda o papel do feedback autêntico
- Escolha o momento e o local adequados
- Ofereça retornos objetivos, claros e respeitosos
- Use técnicas estruturadas: sanduíche e 360°
- Evite armadilhas e erros clássicos
- Estimule a escuta ativa e a reciprocidade
- Construa uma cultura contínua de devolutivas
Navegue por cada passo para encontrar exemplos práticos, sugestões aplicáveis e orientações capazes de gerar transformações notáveis em equipes e líderes.
1. Compreenda o papel do feedback autêntico
No contexto profissional, a palavra “feedback” é usada frequentemente, mas nem sempre entendida em sua essência. Já presenciei usos inadequados, em que o retorno era apenas uma crítica velada, ou expectativas vagas sem conclusão construtiva.
Devolutiva autêntica constrói confiança. A falta dela, destrói vínculos.
Oferecer retorno não é apontar erro, mas sim colaborar para que pessoas e equipes possam crescer. Isso significa ajustar a percepção: o objetivo não é julgar, e sim provocar reflexão e favorecer mudanças positivas.
Mais que julgamento: diálogo construtivo
Já vi muitos profissionais confundirem feedback com crítica pura. Porém:
- Feedback deve olhar para comportamentos, não para pessoas. Fale sobre ações e resultados, não sobre “ser” ou “jeito”.
- Todo retorno é oportunidade de aprendizado mútuo: tanto para quem ouve quanto para quem fala.
- Autenticidade se revela quando há interesse real em ajudar, sem segundas intenções ou sentimentos de superioridade.
Entendi, com o tempo, que o feedback eficiente conecta razão, emoção e empatia. Isso transforma ambientes, afasta o medo e encoraja inovação.
Diferentes tipos de feedback e quando usar
- Devolutiva positiva: Valoriza o que funcionou bem. Reforça comportamentos de sucesso e serve como reconhecimento.
- Retorno construtivo: Visa corrigir um ponto específico, encorajando a melhoria de maneira gentil.
- Retorno corretivo: Aborda problemas que exigem mudança imediata, sendo mais objetivo e direto, mas sem perder o respeito.
- Devolutiva mista: Une as abordagens negativas e positivas, muito útil em processos de desenvolvimento amplo.
Retorno honesto é convite para evolução, não para culpa.
Compartilhar cada tipo, de modo equilibrado, é essencial para promover ambientes inovadores.
2. Escolha o momento e o local adequados
Um retorno, mesmo bem intencionado, pode ser prejudicado por ser dado em público, sob pressão ou no timing errado. Já presenciei líderes corrigindo equipes diante de todos, em reuniões. O efeito é contraproducente: constrangimento e bloqueio de comunicação.
O contexto da conversa é tão relevante quanto o conteúdo do retorno. Por isso, sempre avalio três fatores antes de oferecer uma orientação:
- Privacidade: Correções pontuais devem ser tratadas de maneira reservada.
- Momento emocional: Espere acalmar ânimos após conflitos antes de abordar temas sensíveis.
- Disponibilidade: Garanta total atenção, sem interrupções de celulares ou notificações.
Um bom relacionamento começa ao criar um ambiente seguro, receptivo e empático. Nada substitui a sensação de ser respeitado ao receber um retorno.

3. Ofereça retornos objetivos, claros e respeitosos
Na ânsia de não magoar ou parecer autoritário, muita gente recorre a dicas indiretas, rodeios ou sarcasmo sutil. Porém, a falta de clareza só aumenta ruído, confusões e insegurança.
Feedback eficiente é simples, direto e detalhado, sempre baseado em fatos observáveis, nunca em julgamentos vagos.
Como formular uma devolutiva assertiva?
- Descreva o comportamento: Foque em ações reais, não em impressões gerais.
- Ilustre com exemplos concretos: Traga situações, momentos e impactos do que foi visto ou vivenciado.
- Explique as consequências: Como aquele comportamento afeta equipe, entrega, clima ou resultado?
- Mantenha o respeito: Evite rótulos e adjetivos extremos, prefira termos neutros e colaborativos.
Clareza gera confiança. Ambiguidade alimenta o medo.
Valorizo muito o diálogo que parte de uma escuta verdadeira e do cuidado em cada palavra. Isso reduz defesas e abre espaço para ajustes reais.
Exemplo prático
Imagine que alguém costuma atrasar entregas: em vez de “Você é desorganizado”, prefira “Notei que você entregou os últimos relatórios depois do prazo. Isso impacta o time, pois dependemos desses dados para seguir com o planejamento. Como posso te apoiar para melhorar esse ponto?”
Essa abordagem sustenta a relação e convida à construção conjunta de soluções.
4. Use técnicas estruturadas: sanduíche e 360°
Muitas vezes, recebo dúvidas sobre como organizar a devolutiva para não ser percebida de forma negativa. Gosto de pensar que o feedback tem que ser de forma honesta, esse é o ponto principal. Existem algumas técnicas conhecidas, que facilitam a assimilação e minimizam desconfortos.
O método sanduíche
Mistura reconhecimento, aprendizado e incentivo em uma estrutura simples:
- Abra destacando um ponto positivo genuíno.
- Indique o ponto de ajuste, com exemplos prévios.
- Encaminhe para uma expectativa positiva, reforçando confiança no potencial do colega.
Valorize, oriente, encoraje. O impacto é multiplicado.
No entanto, é preciso evitar artificialidade. O reconhecimento inicial e final deve ser autêntico, senão pode soar manipulação.
O método 360°
Trata-se de um processo em que retornos vêm de todas as direções: liderança, colegas, pares e subordinados. Líderes-mentores têm muito a ganhar ao aprovar esse processo, já que ele amplia a visão do colaborador sobre seu papel na equipe.
- Oferece múltiplos pontos de vista
- Reduz vieses e elimina injustiças
- Estimula cultura de troca contínua
Nesse modelo, é natural amadurecer aprendizados e entender nuances do comportamento que podem passar despercebidas para quem vê sob apenas um ângulo.

Quando adotar cada técnica?
- Sanduíche: útil em devolutivas individuais, avaliações de desempenho e discussões sobre pontos de melhoria em projetos já finalizados.
- 360°: recomendado para líderes, gestores, equipes multidisciplinares e situações em que é preciso eliminar pontos cegos e conflitos silenciosos.
5. Evite armadilhas e erros clássicos
Além de técnicas bem pensadas, gosto sempre de alertar sobre ciladas abundantes nas tentativas de orientar colegas. Conversei, ao longo da carreira, com dezenas de profissionais que relataram já ter saído de conversas se sentindo menores, em vez de motivados ou entendidos. Para evitar esse efeito reverso, preste atenção aos deslizes mais frequentes:
- Generalizações (“Você sempre atrasa”, “Nunca colabora”): tendem a ser injustas e inflamam resistências.
- Foco exclusivo nos problemas, ignorando conquistas e aprendizados.
- Feedback dados em público, expondo o outro ao constrangimento.
- Sarcasmo, ironia ou comparações depreciativas.
- Falar apenas dos outros, sem abrir espaço para autocrítica ou devolutiva recíproca.
- Apontar a culpa em vez de buscar colaboração para a solução.
- Dar retornos esporádicos apenas em situações de crise; devolutiva só é construtiva quando frequente.
Respeito vem antes de qualquer retorno.
Confesso que, pessoalmente, também já cometi vários desses deslizes ao longo da minha carreira e até hoje, preciso ficar presente para não cometê-los. O importante é aprender, evoluir e refiná-los com empatia. Muitos profissionais relatam ansiedade nessas conversas, sinal de que o clima pode estar sendo prejudicado por abordagens equivocadas.
Santificando o erro: transformar falhas em aprendizado
A ideia de errar e aprender está no centro da cultura diária quando você está aberto ao aprendizado. Incentivo a abordagem de problemas como etapas naturais da evolução, não como razões de vergonha.
Se a equipe teme falar de erros, perde a chance de inovar e aprimorar processos. Toda boa devolutiva deve ser generosa o suficiente para transformar quedas em degraus de amadurecimento.
6. Estimule a escuta ativa e a reciprocidade
Receber um retorno pode ser tão desafiador quanto dar. Em minha atuação, percebo o quanto a escuta ativa transforma a experiência:
- Ouvir de peito aberto: Não interrompa, tente entender antes de responder.
- Pergunte: Se algo não ficou claro, peça exemplos ou mais detalhes.
- Evite justificativas automáticas: Procure absorver primeiro e refletir.
- Reforce o compromisso com o desenvolvimento: Mostre gratidão pela devolutiva, pois ela indica confiança no seu crescimento.
Escutar é tão poderoso quanto falar. Muitas vezes, ainda mais.

Uma das formas de incentivar isso é praticar a reciprocidade: após a devolutiva, pergunte também ao colega “O que posso aperfeiçoar na minha atuação?”. É assim que relações crescem, cada um como agente de mudanças para o outro.
7. Construa uma cultura contínua de devolutivas
Mudei meu olhar sobre liderança quando entendi que retorno eficiente não é evento pontual, mas um processo permanente. O ideal é que todos sintam liberdade para falar e ouvir sobre melhorias diariamente, de maneira informal.
Uma cultura que incentiva trocas constantes, mesmo rápidas e informais, colhe resultados poderosos:
- Menos ruídos e interpretações equivocadas
- Maior senso de pertencimento
- Crescimento coletivo visível
- Redução de ansiedade e medo do julgamento
Ambiente que valoriza devolutiva constrói líderes de verdade.
Se quiser dar o próximo passo em cultura organizacional, sugiro conhecer estratégias adicionais em comportamentos de liderança para criar ambientes mais saudáveis.
Como criar o hábito das devolutivas constantes?
Recomendo alguns caminhos práticos:
- Realize “check-ins” ao final de projetos curtos, perguntando o que funcionou e o que pode ser melhorado
- Abra canais de conversa anônimos para sugestões e pontos de aprimoramento
- Estimule pares a trocarem devolutivas informais ao final de cada semana
- Incorpore o tema em reuniões de alinhamento ou rituais de equipe
Quando a troca vira rotina, o próprio ambiente cobra ajustes naturais, sem necessidade de cobranças rígidas.

Exemplos práticos de devolutivas em situações do dia a dia
Para tornar tudo ainda mais claro e aplicável, listo exemplos que enfrentei ao longo da carreira e que também ouvi de mentorados.
Ao reconhecer conquistas
- “Gostei da forma como você organizou as etapas desse projeto. A apresentação ficou clara, seus relatórios facilitaram a tomada de decisão do grupo.”
- “Sua disposição em ajudar colegas que estavam com dificuldades fez muita diferença para manter a equipe unida.”
Ao apontar pontos de melhoria
- “Observei que nas últimas reuniões, você ficou um pouco afastado da discussão. Sua opinião é importante, como podemos criar um espaço para você participar mais?”
- “Percebi que a entrega atrasou por causa de imprevistos. Que tipo de apoio podemos dar para evitar que isso se repita?”
Ao corrigir uma postura inadequada
- “Durante a call, a interrupção frequente dos colegas prejudicou o andamento. Sei que você domina o tema, e talvez seja produtivo ouvirmos todos antes de conclusões.”
Devolutiva não é ataque, é conversa franca para fortalecer relações.
Principais obstáculos para implantar uma cultura de devolutiva
Ao ajudar empresas e profissionais, percebo as mesmas barreiras:
- Medo de retaliação: colaboradores temem serem mal vistos após apontarem problemas aos superiores.
- Orgulho e vaidade: líderes que não aceitam retornos, paralisando o desenvolvimento das equipes.
- Crenças limitantes: ideia de que falar de erros é humilhação, não crescimento.
- Falta de preparo: muitos não sabem como estruturar a conversa, faltando treinamento e exemplos.
Relatos recentes apontam ansiedade e desconhecimento sobre como agir. Isso reforça a necessidade de abordar o tema de maneira transparente, sem julgamento.

Dicas para dar e receber feedback com empatia e respeito
Essas são recomendações que costumo passar tanto em treinamentos quanto em mentorias individuais:
Ao dar um retorno
- Elabore a conversa: pense antes, planeje o que dizer, escolha o foco.
- Sempre dê exemplos concretos, evitando julgamentos pessoais.
- Foque em comportamentos ajustáveis, nunca em características imutáveis.
- Esteja realmente aberto a ouvir a versão de quem recebe a devolutiva.
- Combine próximos passos, monitorando a evolução sem cobranças excessivas.
Ao receber um retorno
- Ouça atentamente, sem interromper ou se justificar de imediato.
- Peça esclarecimentos sempre que algo não estiver claro.
- Controle reações emocionais: concentre-se nos fatos e não na forma.
- Agradeça pela confiança depositada em seu desenvolvimento.
- Avalie se o retorno faz sentido e como pode ser aplicado na prática.
Empatia abre portas. A ausência dela fecha corações.
Feedback como ferramenta de motivação e crescimento
Toda devolutiva bem feita serve de motor para a motivação e para o aflorar de talentos. Já trabalhei com colegas que, após ouvirem orientações claras, buscaram novos cursos, solicitaram mentoria e se destacaram em promoções internas.
Quando o retorno é constante e respeitoso, o engajamento cresce, a criatividade floresce e o clima se transforma.
O ciclo da motivação através das devolutivas
- A pessoa recebe reconhecimento por algo bem feito
- Sente-se valorizada, busca se aprimorar e ter novas conquistas
- Ao receber orientações de ajuste, é estimulada a encarar desafios maiores
- A cada evolução, a motivação se renova
Um negócio só pulsa se as pessoas se sentem ouvidas e incentivadas a crescer. Isso vale para qualquer carreira, estágio ou setor.
A construção da liderança através da devolutiva
Liderança se constrói na base de conversas honestas e retornos constantes, nunca em controle rígido ou avaliações esporádicas. Em mentorias com aspirantes a líderes, percebo que a principal dúvida é sempre encontrar o tom certo para orientar sem desmotivar.
No conteúdo de liderança e carreira reforço: os melhores líderes foram formados pela capacidade de ouvir e orientar de forma empática, prática e transparente.

Liderar é promover diálogos transformadores, celebrando histórias de superação e provocando mudanças sustentáveis.
Práticas para líderes iniciarem a mudança
- Solicitar opiniões verdadeiras sobre a própria gestão e acolher críticas sem defesas
- Fomentar rodadas regulares de retornos em equipe
- Reconhecer e valorizar pequenas vitórias diárias, não só grandes conquistas
- Incorporar perguntas como “onde posso apoiar melhor você?”
- Evitar avaliações genéricas, preferindo observações específicas e construtivas
Erros comuns ao buscar retorno na carreira
Além de dar bons retornos, devemos saber buscar devolutivas eficazes. Vejo com frequência profissionais que:
- Perguntam apenas “Como estou indo?” – pergunta que não traz respostas acionáveis
- Solicitam retornos em momentos inadequados, como após um atrito ou em clima emocional tenso
- Ignoram as observações recebidas, não ajustando comportamentos após análise
- Encaram críticas como ataques pessoais, perdendo oportunidade de aprendizado
Buscar e aceitar orientações é sinal de maturidade e vontade de crescer. É assim que abro espaço para evoluir cotidianamente, seja em grandes desafios ou em tarefas simples do dia a dia.
Métricas para mensurar a evolução das devolutivas internas
Nunca deixe de lado indicadores e números para avaliar processos. Com devolutivas, isso também é possível e necessário. Algumas métricas úteis para avaliar a maturidade da cultura de retornos:
- Número de devolutivas realizadas por mês/trimestre
- Índice de satisfação pós-retorno (pesquisas internas)
- Progresso em metas de desempenho acordadas após orientações
- Redução de rotatividade e conflitos interpessoais
- Maior engajamento e colaboração entre equipes
Ao monitorar esses dados, conseguimos ajustar estratégias, identificar gargalos e celebrar conquistas em cultura organizacional.

Como implantar uma rotina de devolutivas valiosas
Se você deseja transformar a maneira de dar e receber orientações na sua equipe, recomendo criar um plano estrutural:
- Capacite líderes e integrantes em técnicas de feedback
- Defina datas para rodadas formais e incentive as informais
- Crie um canal para devolutivas anônimas em casos sensíveis
- Promova espaço para escuta ativa e diálogo horizontal
- Comemore avanços individuais e coletivos
No conteúdo sobre crescimento profissional, enfatizo que amadurecer a cultura de diálogo transforma não só resultados de negócios, mas a saúde mental de todos os envolvidos.
Dica extra
Transforme cada devolutiva em uma conversa regeneradora, jamais em reparação punitiva.
Como alinhar feedback com metas de desenvolvimento?
Uma devolutiva eficaz não pode ser um fim em si mesma, mas deve se conectar ao propósito maior: o crescimento, o alinhamento de metas e a performance da equipe. Sempre recomendo que cada retorno leve o profissional a refletir sobre seu plano de desenvolvimento individual.
- Estabeleça um acordo sobre como aplicar a orientação recebida
- Acompanhe a evolução por meio de reuniões de acompanhamento
- Reforce os resultados alcançados a partir das mudanças sugeridas
O alinhamento com metas concretiza o aprendizado e estimula ainda mais o engajamento para novos ciclos de evolução.
Dicas para vencer o medo de conversar sobre retorno
Vejo muitos colaboradores e líderes travados pelo medo de retaliação, rejeição ou exposição. Portanto, adote gradualmente algumas práticas:
- Comece as conversas com reconhecimento pelas entregas realizadas
- Use perguntas abertas, como “Como você vê essa situação?” ou “De que forma posso ajudar?”
- Se sentir ansiedade, escreva antes os tópicos e revise-os
- Peça retorno aos poucos, começando com pessoas de confiança
- Lembre-se que pedir orientação demonstra maturidade, não fragilidade
Quando abrimos espaço para o diálogo honesto, criamos ambientes mais saudáveis, promovendo segurança psicológica e crescimento coletivo.

Passos para quem quer começar agora a criar uma rotina de feedback
Se você leu até aqui, percebeu a transformação que um retorno estruturado causa em equipes, líderes, processos e bem-estar mental. Então, listo orientações para quem quer iniciar sua rotina hoje mesmo:
- No fim do dia, escolha uma coisa boa para reconhecer em um colega
- Ao identificar um ponto de melhoria, converse em particular e foque em fatos, não em impressões
- Sempre pergunte como pode apoiar no desenvolvimento do outro
- Solicite retorno também sobre sua atuação; só assim o ciclo se completa
- Lembre-se: frequência é melhor que quantidade. Pequenas conversas mudam culturas
Conclusão: use o feedback constantemente
Compartilhar orientações, ouvir críticas, agradecer reconhecimentos e sugerir ajustes: pode parecer simples, mas é revolucionário para a carreira e vida pessoal. Construir uma cultura genuína de devolutiva requer empenho, diálogo aberto e coragem para se expor e aprender.
Ao transformar sua maneira de dar e receber retornos, você estará contribuindo para um ambiente mais humano, inovador e equilibrado. Convido você a refletir: qual será seu primeiro passo para implantar cultura de diálogo positivo em sua rotina?
Se você busca mais dicas práticas para transformar seus resultados pessoais e profissionais, convido você a conhecer e assinar a Newsletter Simplifique (Make it simple), semanalmente eu compartilho insights e estratégias práticas de produtividade, gestão de tempo, liderança e carreira e vida real, diretamente no seu “inbox”.
Abraços e TMJ 👊🏻
Perguntas frequentes sobre feedback no ambiente de trabalho
O que é feedback no ambiente de trabalho?
Feedback é um retorno dado entre colegas, líderes e colaboradores sobre comportamentos, atitudes ou resultados observados no contexto profissional. Serve para reconhecer conquistas, apontar oportunidades de melhoria e alinhar expectativas, sempre com o objetivo de promover evolução pessoal e coletiva.
Como dar um retorno construtivo para colegas?
O ideal é focar sempre em fatos concretos, usando exemplos reais, falando de comportamentos ajustáveis e evitando julgamentos pessoais. Escolher um momento reservado, manter a conversa respeitosa e finalizar sugerindo próximos passos aumentam muito as chances de um diálogo agradável e efetivo.
Qual a melhor forma de pedir feedback?
Seja específico ao pedir: ao invés de “Como estou indo?”, questione “Que pontos poderia ajustar no meu relatório?” ou “De que forma posso contribuir mais em reuniões?”. Ao receber, agradeça pela devolutiva e busque aplicar o que recebeu, demonstrando abertura para evoluir.
Por que o feedback é importante nas empresas?
O feedback reduz conflitos, aumenta o engajamento, melhora a performance de equipes e impulsiona inovação ao criar um ambiente mais transparente e colaborativo. Quando habitual, cria uma cultura de confiança e evita mal-entendidos que podem resultar em afastamento ou queda de motivação.
Como lidar com feedback negativos?
O mais importante é separar o pessoal do profissional, encarar o retorno como oportunidade de aprendizagem e controlar reações emocionais imediatas. Ouça atentamente, peça exemplos, reflita sobre as observações recebidas e avalie como pode aplicar ajustes para evoluir na carreira.




